Leitores do Mundo ao Meu Redor

terça-feira, 23 de maio de 2017

22.05.2017

Nessa de me reencontrar
Me devolvo a mim mesma
Recolho meus cacos no chão
Reponho minhas certezas

Não entendo esse mundo
Que me parte em muitas
Preciso ser inteira
Preciso ser quem sou

No tanto que me sufocam
Parecem me encaixar em padrão
Eu assim desloco
Mais um pedaço meu no chão

Não segure minhas rimas
Elas têm seu próprio andar
Nada entendo de suas cismas
Só quero meu caminhar

E assim me liberto
Cada vez mais firmemente
Identifico o movimento
Só assim posso ir pra frente

Direção é o que importa
Mesmo me gritando 'velocidade'
Fique contigo e sua sugestão
Questão de seletividade

Posso ir até amanhã
Reinventando meu caminho
Tenho muito a dizer
Mesmo que seja sozinho

Seguir

Calçar seus sapatos por algum tempo
Sentir na pele o que te dói
Assim num movimento de reverência
Como se diminuísse o espaço entre nós

Em mim a transformação
Daquelas que esclarece a vista um dia embaçada
No peito a vontade de fortalecer
E apagar a lembrança de que fui enganada

Como se ensinassem mais o que não preciso aprender
Leio aquilo que não se diz
Recorto e reescrevo minhas dores, meus ais
Relato que sou mais um aprendiz

A vida e o tempo passam, eu sei
Memórias que ficam nem sempre leio outra vez
Não sei se caminho pra frente ou pra trás
Só sei que ficar parado é insensatez

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Aviso aos leitores


Iniciei uma página no facebook. No entanto, não pretendo tirar o blog do ar. Caso possuam esta rede social, vá lá conferir!

https://www.facebook.com/meninaqueleomundo/

Com carinho,
Lili

PS: Essa bela imagem é da ilustradora Monica Crema feita especialmente para a menina! <3 p="">

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

04.04.16

Renasci
Abracei minhas imperfeições
E todos os meus medos
Abracei todo meu amor
Me multipliquei
Me reinventei
Me encontrei
Sou Menina
Sou Mulher
Sou Mãe

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Sobre o fim

A vida tem seus pontos finais
Apesar da sensação de estar perdido
É uma página em branco
 - Tudo novo -
Eu já não caibo mais
Foi preciso virar a página
Para pôr um fim
Para o (re)começo
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Feliz

Custei a te encontrar
E te encontrei
perdida em mim mesma

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Não, não sei lidar com despedida
Despedida é um morrer
mesmo que se renasça em outro lugar

Cada um que carregue o que é seu

Ela reiterava firmemente:
 - Não deposite em mim seus problemas, frustrações, expectativas...
E enfim me disse:
 - Sou templo, não caçamba.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Confiar

tem tirado meu sono
e quando penso que tem um pouco de fechar os olhos e deixar ir, relaxo
 
os erros do outro gritam
mais do que o próprio pedido de desculpa
ecoam sem dó
minha mente inquieta
sem sossego
 
e quando se pensa em recomeçar
pergunto pelo botão de reset
não há
 
onde nos encaixamos?
 
impotente
incapaz
atrelada
a você
 
troco dúvidas por esquecimento

quinta-feira, 2 de julho de 2015

rascunhos de (in)consciência

se os olhos não seguram
por que o resto há de segurar?


resposta pras perguntas sem resposta

ignorância
um dos caminhos da felicidade
seja lá qual for a forma

entre pombos e nomes

alguns encontros parecem mesmo ocupar pouco espaço
em meio às percepções individuais

me dê um pouco mais de você

Vida que se cultiva
Amor que se lê



segunda-feira, 22 de junho de 2015

a cereja do bolo

a vida é um emaranhado
ou uma receita de bolo?
os ingredientes talvez não tenham ordem... talvez tenham...
não fui eu quem escreveu a receita
ou foi?

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Compaixão de menina

Não preciso estar no seu lugar
pra respeitar o que você sente


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Dona da menina

O bandolim de Jacob também foi de Mazé
Hoje é de Lucas
Quem sabe um dia também será meu?

Só a música não tem dono
Ela é dona de nós

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Covardia

alimentar sonhos que um não acredita
alimentar expectativas que um não pretende alcançar
com o objetivo d'o outro calar na sua esperança

quem planta covardia uma hora certamente colhe solidão