Leitores do Mundo ao Meu Redor

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Marrakesh Night Market (Loreena McKennitt)

They're gathered in circles

the lamps light their faces

The crescent moon rocks in the sky

The poets of drumming

keep heartbeats suspended

The smoke swirls up and then it dies

Would you like my mask?

would you like my mirror?

cries the man in the shadowing hood

You can look at yourself

you can look at each other

or you can look at the face of your god

The stories are woven

and fortunes are told

The truth is measured by the weight of your gold

The magic lies scattered

on rugs on the ground

Faith is conjured in the night market's sound

Would you like my mask?

would you like my mirror?

cries the man in the shadowing hood

You can look at yourself

you can look at each other

or you can look at the face of your god

The lessons are written

on parchments of paper

They're carried by horse from the river Nile

says the shadowy voice

In the firelight, the cobra

is casting the flame a winsome smile

Would you like my mask?

would you like my mirror?

cries the man in the shadowing hood

You can look at yourselfyou can look at each other

or you can look at the face of your god

“Eu vim a utilizar a história pan-céltica, cujo período é desde 500 AC até o presente, como sendo um trampolim criativo”, disse Loreena McKennitt. “A música que estou criando é um resultado de ter passado por aquele caminho e juntado todos os estilos de temas e influências, que poderiam ser ou não ser publicamente célticas por natureza. Com The Mask And Mirror eu iniciei uma jornada pela Galícia, a região céltica da Espanha, e partindo de lá eu continuei na minha própria peregrinação musical e histórica. Eu olhei para trás e para frente através das janelas do 15° século da Espanha, através das nuanças do judaísmo, islamismo e cristianismo e fiquei atraída por um mundo fascinante de: história, religião, fertilização cultural cruzada”.


Produzida por ela própria e vangloriando-se de uma palheta exótica de instrumentação desde o violoncelo e uillean pipes (tipo gaita de fole) ao dumbeg, tabla e oud, o quinto álbum de Loreena tem vendido milhões de cópias mundialmente. Com um conjunto de influências espanholas, célticas e marroquinas, este segue os caminhos de inspirações vindas desde a Irlanda a Santiago de Compostella até o Oriente Médio. Acompanhando os poemas de São João da Cruz e Shakespeare convertidos em música, sendo estes originais ecléticos e de rica estrutura, incluindo o dramático e sedutor "The Mystic's Dream" e "Marrakesh Night Market".


Em suas jornadas, disse Loreena, as questões examinadas que fazem eco perante os séculos são: “Quem foi Deus? O que é religião, o que é espiritualidade? O que foi revelado e o que foi escondido… e o que eram a máscara e o espelho?”

MARRAKESH NIGHT MARKET (Mercado Marrakesh noturno) 16 de março de 1993 – Cheguei esta noite em Marrakesh e estou hospedada numa esquina cerca do mercado. Deu-se o início do Ramadã e há muita atividade por toda parte. Estou chocada com as feições fisionômicas dos homens sendo cobertas conforme eles passam pelas claridades e escuridões: eles aparentam como monges. Cavalos, carruagens, carros, bicicletas e milhares de pessoas estão envolvidos na confusão das atividades noturnas... uns sons desafinados. Eu me retiro para um telhado de um café para olhar atentamente enquanto bebo meu chá de hortelã... muitos círculos de vinte ou mais pessoas estão espalhadas por toda parte do mercado, cada um envolvido em seu próprio drama de música, contos de histórias, macacos nos ombros de homens, ou cobras sendo bajuladas para “dançar” nos tapetes; preparações “mágicas” de ossos, sementes, pedras e temperos sendo vendidas... as mulheres estão cobertas razoavelmente... Estou impressionada pelo sentido de intriga que o ambiente cria; tanto quanto é escondido como é revelado...

http://www.quinlanroad.com/homepage/index.asp

domingo, 28 de setembro de 2008

Vinicius de Moraes

Como se comportar no cinema (A arte de namorar)

Poucas atividades humanas são mais
agradáveis que o ato de namorar, e é sobre a arte
de praticá-lo dentro dos cinemas que queremos fazer
esta crônica. Porque constitui uma arte fazê-lo bem
no interior de recintos cobertos, mormente quando
se dispõe da vantagem de ambiente escuro propício.
A tendência geral do homem é abusar das facilidades
que lhe são dadas, e nada mais errado; pois a verdade
é que namorando em público, além dos limites,
perturba ele aos seus circunstantes, podendo atrair
sobre si a curiosidade, a inveja e mesmo a ira
daqueles que vão ao cinema sozinhos e pagam pelo
direito de assistir ao filme em paz de espírito.

Ora, o namoro é sabidamente uma atividade
que se executa melhor a coberto da curiosidade
alheia. Se todos os freqüentadores dos cinemas
fossem casais de namorados, o problema não
existiria, nem esta crônica, pois a discrição de todos
com relação a todos estaria na proporção direta da
entrega de cada um ao seu namoro específico. [...]
De modo que, uma das coisas que os namorados
não deveriam fazer é se enlaçar por sobre o ombro e
juntar as cabeças. Isso atrapalha demais o campo
visual dos que estão à retaguarda. [...]

Cochichar, então, é uma grande falta de
educação entre namorados no cinema. Nada perturba
mais que o cochicho constante e, embora eu saiba
que isso é pedir muito dos namorados, é necessário
que se contenham nesse ponto, porque afinal de
contas aquilo não é casa deles. Um homem pode fazer
milhões de coisas – massagem no braço da
namorada, cosquinha no seu joelho, festinha no
rostinho delazinha; enfim, a grande maioria do trabalho
de “mudanças” em automóveis não hidramáticos –
sem se fazer notar e, conseqüentemente, perturbar
aos outros a fruição do filme na tela. Porque uma
coisa é certa: entre o namoro na tela – e pode ser até
Clark Gable versus Ava Gardner – e o namoro no
cinema, este é que é o real e positivo, o perturbador,
o autêntico.

sábado, 27 de setembro de 2008

Recomendo: V for Vendetta

Com direito a "1812 Overture" de Tchaikovsky.

(V de Vingança)

"I'm still alive..." (Pearl Jam)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Seven Years in Tibet


"Dear Rolf Harrer, I am a person you don't know. A man you've never met...But you are someone who occupies my mind... and my heart... in this distant land where I've gone. If you can imagine a hidden place, tucked safely away from the world... concealed by walls of high, snow-capped mountains... A place rich with all the strange beauty of your nighttime dreams...Then you know where I am. In the country where I'm traveling - Tibet - people believe if they walk long distances to holy places it purifies the bad deeds they've committed...They believe the more difficult the journey, the greater the depth of purification. In this place where time stands still, it seems that everything is moving. Including me. I can't say I know where I'm going. Nor whether my bad deeds can be purified... there are so may things I've done which I regret. But when I come to a full stop, I hope you will understand that the distance between us is not as great as it seems... With deep affection, your father, Heinrich Harrer."
"A fresh cup of tea is poured for the loved one departing. It sits untouched, waiting for his return."
"The absolute simplicity. That's what I love. When you're climbing your mind is clear and free from all confusions. You have focus. And suddenly the light becomes sharper, the sounds are richer and you're filled with the deep, powerful presence of life."

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Não quero ser mais um na multidão.


Passar por esta existência sem deixar marcas não faz sentido. Concordo com os que dizem que uns aqui parecem para isso mesmo, mas nem todos. Recuso-me a ser mais um.

Finalmente despi-me de uma capa protetora que nos isola da opinião alheia. Trocar idéias é fantástico. Impô-las e julgar por julgar não fazem meu gênero. Não combinam comigo. E o que combina? Bem, tô nessa pra descobrir. Se não fosse assim, já teria partido.

Não me canso de discutir, mesmo que seja comigo mesma, o significado da existência. O que nos faz sentir que estamos aqui. Será que outros animais sentem também? E as plantas? E as bactérias? Será que existe algum conceito de vida num organismo desse? Pode chamar de piração o que eu chamo de questionamento. Se não fosse o ato de questionar, não teríamos evoluído até onde nos encontramos agora. São diversos os exemplos. Se não fosse pelo teólogo polonês Nicolau Copérnico (1473 - 1543) não se descobriria naquela época a revolução da Terra em torno do Sol. Há tantos exemplos! O físico inglês Robert Hooke (1635 - 1702) descobriu a unidade básica de organismos vivos. O início do entendimento de que somos realmente feitos. O filósofo alemão Immanuel Kant (1724 - 1804) que ao publicar seu livro "Crítica da Razão Pura", propôs que existe uma classe de conhecimentos que constituem verdades que não dependem de comprovação e que são necessárias para a compreensão do mundo. Pano pra manga na filosofia. O lingüista suíço Ferdinand de Saussure (1857 - 1913) que definiu a linguagem como um fenômeno social e, portanto, mutante. A gramática (sinto muito, Bechara) não é o pai das regras. Posso passar um bom tempo enumerando pessoas que tornaram nosso entendimento mais detalhado. E que simplificaram, quero dizer, mostraram que o mundo é muito mais complexo que imaginamos. E que o melhor é que isso parece não ter fim. Há sempre o novo. E por isso devemos continuar a busca.

A busca está diretamente ligada ao conhecer. Sim, é isso mesmo que quero dizer. Estude, leia... Nunca é demais. Não adianta pensar que outros vão fazer por você. A não ser que você concorde com o discurso "sou mais um na multidão". Não sei se um dia vou chegar a marcar meu nome na História. Muita prepotência de minha parte achar isso, mas sei que ao meu redor posso adicionar. Minha mensagem por essa é: transforme positivamente o mundo ao seu redor. Procure SOMAR. Procure se descobrir... Procure descobrir de que é feito esse mundo ao seu redor. E pra que que você foi colocado nele.

Acho que é assim que começamos a sacudir as palavras. *Risos*

The Ultimate Gift

Not the best movie I've ever watched, nevertheless it is worthwhile.


domingo, 21 de setembro de 2008

Pensamentos aparentemente soltos.

Ouço tudo. Analiso internamente. Aplico aos poucos o que ainda não sabia e que parece ser coerente nas situações que me trazem dúvida, situações que ainda estou vivendo.
Já vivi muitos sofrimentos cruéis que não achava que alguém da minha pouca idade poderia passar. Tinha menos que dez anos de idade. Não entendia. Questionava-me. Chegava a me culpar por uma união que passou a existir oficialmente devido a minha existência. Só que é aí que nos enganamos. Recebemos o que merecemos sim. Estamos aqui para aprender.
Dei a volta por cima. Ainda não sei como o fiz. Tenho ainda muito aprender como você. O passo inicial é o questionamento. Duvide, questione, analise, tire conclusões. Este não é um processo em equilíbrio, pelo contrário. Sofre ação de outras forças constantemente. Bote sua caixola pra funcionar. Não é à toa que você carrega esse peso aí.
O que te traz aqui até a esse texto? O que nos une neste exato momento? Gostaria de saber o seu motivo, mas sei é também o fato que estamos na mesma faixa vibratória. Não sei se temos que aprender a mesma coisa, mas algo temos em comum agora. Você possa talvez me dizer que só está aqui pra saber o que eu ando aprontando. O que eu ando pensando. Mas eu digo que você se enganou. Algo poderia ter acontecido para você não chegar até aqui agora. E você chegou.

sábado, 20 de setembro de 2008

Hoje fez um SOL daqueles!

Hoje é dia 20...
Nossa história começou assim....


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Dores de Amores

Eu fico com essa dor
Ou essa dor tem que morrer
A dor que nos ensina
E a vontade de não ter
Sofrer de mais que tudo
Nós precisamos aprender
Eu grito, me solto
Eu preciso aprender
Curo esse rasgo ou ignoro qualquer ser
Sigo enganado ou enganando meu viver
Pois quando estou amando é parecido com sofrer
Eu morro de amores
Eu preciso aprender

(cantada por Luiz Melodia)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Pursuit of HappYness

The meaning of Persistence and Hope

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Aprendendo a viver com Chico Xavier...

O importante nesta vida é aprender e aplicar conhecimento. Cada dia é sim uma nova chance de mudança. Viemos cheios de "defeitinhos" que são revelados através de experiências que vivemos. É preciso estar atento às mensagens que nos são enviadas constantemente. Acredito que viemos ao mundo para nos modificar e evoluir.
Dedico este texto a todos: os que procuram melhorar e os que ainda não enxergaram a obrigação de reavaliar os valores e modificar atitudes.
"Nasceste no lar que precisavas,
vestiste o corpo físico que merecias,
moras onde melhor Deus te proporcionou,
de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes
com as tuas necessidades, nem mais,
nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste
espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes, amigos são as almas que atraíste, com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,
buscas, expulsas, modificas tudo aquilo
que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes...
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograme tua meta,
busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,
qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.
Paz e Luz."
Chico Xavier

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Um ar de tristeza inevitável...

Acho que devemos segurar a peteca, mas ainda não aprendi a esconder verdade alguma. Mesmo que não a explique ou revele. Escondê-la? Nunca.

"Minha casa não é minha, e nem é meu este lugar
Estou só e não resisto, muito tenho prá falar
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
Sonho feito de brisa, vento vem terminar..."

(Travessia - Milton Nascimento)

Flashback...

Read it.