A menina que traduz o mundo ao seu redor.
Ela sabe o quanto sabe!
Pergunta fingindo.
Indaga fugindo
da resposta
que ela própria traduz.
Faz que não pensa
só para saber um pouco mais de nós.
Menina esperta, com uma frase
numa página deserta
coloca o mundo para pensar.
Ingênua?
Pois sim.
Sempre tem a pergunta incerta
e resposta sempre certa.
Se diverte ao saber
que esse mundo
é só dela
e que não podemos
interferir.
Ricardo Kersting
Meu querido Ricardo, qualquer palavra limitaria as emoções vibrantes que senti ao ler cada palavra. Por isso agradeço com tudo que tenho e tudo que há em mim.
sábado, 8 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Suposição
E se ninguém julgasse meus atos?
De repente andar despida de valores e ideais fosse realmente interessante.
De repente andar despida de valores e ideais fosse realmente interessante.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Numa flor
Move o morro
Morro de vento, de água do mar.
Sal numa flor.
Flor de Li. Margarida de Li.
Seus pés nos meus.
Sem fim. Há fim.
Só que ninguém sente.
Não quero que guarde meus versos.
Jogue fora as folhas de papel.
Eu só quero que eles caibam nos seus.
Morro de vento, de água do mar.
Sal numa flor.
Flor de Li. Margarida de Li.
Seus pés nos meus.
Sem fim. Há fim.
Só que ninguém sente.
Não quero que guarde meus versos.
Jogue fora as folhas de papel.
Eu só quero que eles caibam nos seus.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Despertar de consciência: viver o agora.
Em um banho alimentando a consciência do agora, ouvi um som diferente. Ao desligar o chuveiro surpreendo-me com um canto macio, de voz cansada. Impecável. Há meses que não escuto seu canto. De repente é como se estivesse com os ouvidos de uma criança.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Os Tufinhos de Cabelo
Eu sei que ele ainda novo largou os estudos e voltou pra casa. Depois disso seu comportamento não foi mais o mesmo. Ninguém classifica as conversas desconexas e intermináveis. Quase paralelas à realidade. Poucos rasgos de consciência.
Com o adoecimento de seu pai, uma mudança. Um rapaz que segue atentamente os conselhos que seu pai lhe dera antes de ser internado. Um cuidado com a mãe diferente. Uma mudança de atitude. Uma nova pessoa. Em sua intimidade, ele guarda um álbum. Esse com fotos variadas de seu pai no leito do hospital. Um novo álbum será feito para registrar a fase de melhoria que se segue agora. Muita saudade a ausência provoca. Uma caixinha pequena guarda um tesouro revelado a poucos: dois tufinhos de cabelo, um seu e outro de seu pai. Talvez assim ele sinta de mais perto a presença ausente que tanto lhe falta.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
E nesse frio que tá lá fora a gente brinca de se esquentar...
Há hora pra fazer nada. Há hora pra fazer tudo. Há hora pra fazer. Há hora pra não ser. Ou ser. Tanto faz.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Uma cena
Uma menina, como eu. Só que ela tem filho.
Uma demissão. Um olhar de lágrimas.
Sei que acontece com muitos. Sei que é muito comum.
Mas seus olhos chorosos olharam nos meus.
Uma demissão. Um olhar de lágrimas.
Sei que acontece com muitos. Sei que é muito comum.
Mas seus olhos chorosos olharam nos meus.
sábado, 4 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
O menino do pijama listrado
Inevitável citar que provavelmente eu tenha vivido em um dos lados dessa cerca; com o pijama listrado ou com o uniforme impecavelmente passado e cheio de condecorações. Com uma estrela com seis pontas ou com um desenho branco e preto feito por cima de um vermelho brilhante.
Marcante no livro é a inocência de um menino alemão rico, filho de um comandante, o protagonista do livro, Bruno. E last but not least, a complexidade singular e impactante de Shmuel, menino judeu que poucos detalhes dá (e sabe) sobre sua condição no Haja-Vista.
O enredo e a época da história não surpreendem. No entanto a construção desses dois personagens é singular. John Boyne pode ser considerado previsível, mas é impossível não perceber a sensibilidade. Não vejo a hora de assistir ao filme.
A amizade. As mãos.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Certeza
E quando você menos espera, as coisas vão se encaixando.
Cada qual em seu lugar.
Estranha essa coisa que chamamos de vida.
Cada qual em seu lugar.
Estranha essa coisa que chamamos de vida.
domingo, 28 de junho de 2009
I will sing you to me
Acredito em energia.
Acredito em um mundo onde tudo é provocado,
modificado, inventado pela energia.
'Acredito' não é bem a palavra que queria usar.
Eu sinto.
Acredito em um mundo onde tudo é provocado,
modificado, inventado pela energia.
'Acredito' não é bem a palavra que queria usar.
Eu sinto.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
Sinal de vida.
"Sabe, já faz tempo
Que eu queria te falar
Das coisas que trago no peito
(...)
Não te trago flores
Porque elas secam e caem ao chão
Te trago os meus versos simples
Mas que fiz de coração"
Cassiane Silva e Richardson Maia
Num novo capítulo. Não sei quando (ou se) essa nova fase vai entrar na rotina.
No ar uma sensação de novidade. Continuo com o livro aberto.
Colori alguns momentos nele, depois de vividos.
Tiro menos fotos. Minha prioridade é estar. É ser.
Cada dia é uma prova. Cada dia é novo.
Cada dia aprendo a não me preparar para nada.
Para sentir a surpresa de não saber o que vem por aí.
Que eu queria te falar
Das coisas que trago no peito
(...)
Não te trago flores
Porque elas secam e caem ao chão
Te trago os meus versos simples
Mas que fiz de coração"
Cassiane Silva e Richardson Maia
Num novo capítulo. Não sei quando (ou se) essa nova fase vai entrar na rotina.
No ar uma sensação de novidade. Continuo com o livro aberto.
Colori alguns momentos nele, depois de vividos.
Tiro menos fotos. Minha prioridade é estar. É ser.
Cada dia é uma prova. Cada dia é novo.
Cada dia aprendo a não me preparar para nada.
Para sentir a surpresa de não saber o que vem por aí.
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